“Margarida, pra você lembrar de mim” é um projeto artístico de pesquisa que tem como objetivo revitalizar a memória da terra natal, a cultura e as identidades indígenas des migrantes nordestines em São Paulo e visibilizar a memória de Margarida Maria Alves através da circulação do espetáculo de mesmo nome “Margarida, pra você lembrar de mim” e do compartilhamento da pesquisa através de nosso site, Canal no youtube e instagram.
O projeto tem seu início em 2015 a partir da migração de Luz Bárbara para São Paulo, desde de então, Luz tem estudado os discursos de Margarida, os processos criminais que julgaram seu caso, relatos da família e amigos, material de arquivo em fotografias e material de imprensa catalogado pelo museu Margarida Maria Alves. Também tem registrado ao longo desses anos em vídeo a revitalização da memória identitária e ancestral de sua família em diálogo com a memória de Margarida Maria Alves, estes registros incluem vídeos performances em Brasília, vídeos de bordo de visita à casa e ao túmulo de Margarida em Alagoa Grande - PB, vídeos da Marcha em protesto à morte de Marielle Franco no dia 15 de março de 2018; videos de entrevistas na Marcha das Margarida 2019, vídeos da primeira Marcha das Mulheres Indígenas em 2019, vídeo de sua participação como atuador reproduzindo o discurso de Margarida em 1º de maio de 1983 na abertura da Marcha das Margaridas 2019, e em 2020 na versão digital, entre outras criações em homenagem à memória de Margarida como o vídeo “1º DE MAYA” 2020.
O registro de como a memória de Margarida Maria Alves atravessa a criação artística de Luz Bárbara também compôs a Série 40m², 2021, da GloboPlay onde esteve como um des diretores convidades a registrar a situação de pandemia na Cidade de São Paulo. A partir de participação no Projeto Curta em Casa 2020, promovido pelo Instituto Criar, SPCine e Projeto Paradiso foi realizado o vídeo “1º DE MAYA” no qual realizou roteiro, direção, atuação e som direto.
Todos estes registros fazem parte da pesquisa de evocação à memória de Margarida com o intuito de integrar a narrativa dramatúrgica cênica e audiovisual do espetáculo “Margarida, pra você lembrar de mim” marcam no tempo meus ciclos de auto reconhecimento identitário através de Margarida, como a autodeclaração de Luz e de sua família Kariri e o resgate dos saberes antigos de seus antepassados.